Em Bem-vindos à Beirais (II), episódio de quarta-feira, 22 de janeiro – Episódio 57 – Na escola primária, Patrícia dedica uns dias à semana da matemática. Alguns alunos mostram-se desagradados com a ideia, ao contrário de Patrícia que está motivada. Patrícia quer mostrar aos seus alunos que a matemática é muito mais que o dinheiro que todos ganham e gastam. É esse o desafio de Patrícia para os seus alunos: descobrir que a matemática está presente em muitas coisas no dia-a-dia. Na casa de turismo, Rita chega à conclusão que tudo o que acontece está ligado ao número sete. Susana diz-lhe que há muitos sites sobre numerologia. Rita pergunta-lhe o que é isso e Susana explica-lhe que tem a ver com a matemática, mas numa linha mais esotérica, como se o universo fosse uma gigantesca rede matemática de números e respetivas vibrações. Rita não acredita muito no que diz Susana, mas ela insiste lendo no computador que a numerologia é uma ciência antiga e que já Pitágoras defendia. Susana pergunta-lhe se quer saber o significado do número sete, mas Rita diz que não tem tempo para estudar números e acaba por sair apressada. Tozé apara a barba a Carlos e Pedro assiste e vai tirando notas num caderno. Tozé refere que não tem matemática há mais de 20 anos e Carlos salienta que isso não quer dizer que ele não aplique todos os dias a matemática na barbearia. Tozé diz que talvez a aplique a fazer trocos ou a fechar a caixa ao fim do dia. Carlos explica que ele também usa a matemática a cortar os pelos pois sabe quantos dedos corta de cabelo e qual o ângulo que faz. Carlos continua a explicação e refere que Tozé calcula as probabilidades de o corte ficar bem e isso é a matemática pura. Carlos diz a Pedro que Tozé é um ás da geometria e Pedro aponta tudo no caderno. Rita conduz em direção à cidade e vê a placa de Beirais e olha pensativa. Ela começa a soletrar a palavra “Beirais” e chega à conclusão que a palavra tem sete letras. Rita continua o seu trajeto e aparece Júlio que a manda parar. Júlio refere que Rita estava a 70Km/hora e que o limite máximo é 50. Júlio refere que vai ter que multar com 70 euros. Rita fica desesperada com tantos números “sete” e pede-lhe que a multa seja “80 euros”. Júlio refere que já passou a multa de 70 euros e que agora já não pode mudar o valor. Rita entrega-lhe na mesma 80 euros e vai-se embora. Júlio fica sem perceber o que se passa. Na Junta de Freguesia está Nazaré. Carlos aparece com Pedro e explica-lhe que Pedro está a fazer um trabalho sobre a aplicação da matemática no dia-a-dia. Nazaré refere que ele veio ao sítio certo pois tudo ali é matemática. Nazaré diz que todos os habitantes da aldeia estão no computador e cada um deles corresponde a um número. Carlos continua a explicação e diz que há também o orçamento da Junta que determina quanto dinheiro vai ser aplicado em cada área. De repente, Nazaré começa a sentir contrações e chegam à conclusão que as bebés vão nascer. Pedro vai até ao posto da GNR para fazer algumas perguntas a Júlio e pergunta-lhe se os guardas usam a matemática. Júlio responde que sim e dá-lhe exemplos: medição da velocidade, multa aplicada, dinheiro recebido. Na sociedade recreativa o assunto é o mesmo: a matemática. Luís mostra a Pedro que tudo funciona com matemática e que utiliza um programa no computador para contar o stock de produtos que tem no armazém. Entretanto, Hortense também explica a Pedro que há várias curiosidades dos números e refere que o número sete é muito curioso: há sete cores no arco-íris, as ondas contam-se de sete em sete, o ciclo lunar é de sete dias, há sete notas musicais e sete dias da semana. Hortense acrescenta que para muitas pessoas que estudam os números, o número sete é um número especial e levanta alguma curiosidade. Rita, que assiste à conversa, acaba por explodir e diz que se vai embora. Todos ficam sem perceber o que se passa. Já na casa de turismo, Rita desabafa com Susana e diz-lhe que está farta do número sete pois todos os sítios que vai depara-se com esse número. Susana pede-lhe para ver a página de internet sobre numerologia.
Em Bem-vindos à Beirais (II), episódio de quinta-feira, 23 de janeiro – Episódio 58 – Na Junta de freguesia, São e Nazaré conversam sobre o facto de Carlos não fazer nada em casa. São diz a Nazaré que ela deve falar com Carlos para que ele perceba que tem que ajudar nas tarefas domésticas. Moisés está a ver televisão e Joaquim chega da rua. Joaquim pergunta-lhe o que ele está a ver e Moisés diz que é um programa com ideias de negócio. Moisés conta que as pessoas vão lá com ideias de negócio e há empresários que decidem se querem investir ou não. Moisés conta que umas mulheres cangalheiras apresentaram algo diferente: transformar os funerais em festas com música, comida, balões. Joaquim pergunta como é que elas iam ganhar dinheiro com isso e Moisés responde que vendiam às pessoas “seguros-funeral” para que deixassem tudo por escrito e pago, incluindo as músicas que querem e a comida para os convidados. Moisés refere que as pessoas pagavam um “xis” por mês e a empresa tratava de tudo. Joaquim fica contente com a ideia e Moisés pede-lhe calma pois ainda falta o resto da história. Joaquim diz que não é preciso contar o resto da história pois essa ideia vai ser a salvação deles. São pergunta a Nazaré se resolveu o problema e Nazaré diz que Carlos não sabe fazer nada e que iam passar fome se fosse Carlos a cozinhar, mas confessa que já não aguenta as pernas e as costas. Nazaré sai irritada e vai à procura de Carlos. É junto à camioneta que ele se encontra e Nazaré diz-lhe que está farta e cansada de andar a fazer tudo sozinha. Carlos refere que não consegue ajudar em casa porque trabalha o dia todo e ela sublinha que também trabalha na Junta e mesmo assim ainda faz a vida de casa. Nazaré avisa Carlos que a partir de agora não vai cozinhar mais e terá que ser ele a assumir essa tarefa. Carlos fica desesperado porque não sabe nem descascar uma batata. Na agência funerária, Joaquim está impaciente e tem uns papéis que dizem: “Morri eu, decido eu”. Moisés pergunta-lhe se as pessoas vão gostar da ideia e Joaquim refere que as pessoas vão gostar porque o maior medo delas é a morte e a ideia é tornar a morte em algo bom e divertido. Ele acrescenta que vão ficar ricos e nunca mais vão precisar de fazer contrabando. Na casa de Diogo, estão Agostinho, Susana e Carlos, de avental. Em cima da mesa estão alguns legumes e uma garrafa de azeite. Susana pergunta a Carlos porque é que de repente ele tem uma vontade extrema de cozinhar e porque é que ele não podia aprender a cozinhar na sua casa. Carlos refere que quer fazer uma surpresa a Nazaré. Susana sugere começar por algo básico, como um arroz de tomate malandrinho. Entretanto, Susana recebe uma chamada e é Nazaré. Depois do telefonema, Susana decide que não pode ajudar Carlos pois Nazaré ficaria chateada com ela. Moisés e Joaquim tentam convencer Hortense a aderir ao novo negócio dos funerais. Joaquim refere que Hortense pode querer no seu funeral uma prova de chás ou umas bolachas. Ele diz que o enterro de Hortense pode ser inesquecível, mas ela refere que apenas quer um enterro normal. Joaquim insiste e diz-lhe que a sua despedida pode ser a primeira da “nova era” em Beiras, mas ela acaba por pedir aos cangalheiros para saírem. Carlos continua a tentar resolver os seus problemas na cozinha e Agostinho tira um livro de receitas de uma prateleira. Agostinho refere que as primeiras páginas do livro são básicas e que as refeições não demoram mais que quinze minutos a fazer. Olga é a próxima pessoa que os cangalheiros tentam convencer a aderir aos seus novos funerais. Olga refere que fazer uma festa num funeral é pecado. Depois de Moisés e Joaquim explicarem a Olga que ela pode escolher as rezas para as outras pessoas rezarem no seu funeral, Olga fica agradada com a ideia e diz a Susana que ela vai poder festejar o dia do seu funeral e por apenas 29,99 euros por mês. Susana diz a Olga que não precisa de gastar dinheiro para ter um funeral como deseja, pois ela pode tratar de tudo no dia em que Olga falecer.